Um homem de 57 anos, preso em flagrante sob a suspeita de abusar sexualmente de duas crianças na piscina de um condomínio em Camaçari, região metropolitana de Salvador, é identificado como professor da rede municipal de Olindina, município localizado a cerca de 200 quilômetros da capital baiana.
O docente, que foi liberado após audiência de custódia no último sábado (13), deverá cumprir medidas cautelares, incluindo proibição de contato com as vítimas e seus familiares, restrição de ausência da cidade de residência sem comunicação à Justiça, além de ser impedido de frequentar locais de aglomeração e entretenimento infantil, como piscinas, clubes e parques.
A Prefeitura de Olindina informou que o professor encontra-se de férias em outra cidade, e a entidade está acompanhando o caso para tomar as medidas administrativas necessárias. A gestão municipal expressou solidariedade às vítimas.
Tanto a defesa do suspeito quanto as autoridades policiais não forneceram mais detalhes sobre o ocorrido devido ao sigilo exigido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. O caso foi registrado como estupro de vulnerável na 23ª Delegacia Territorial (DT) de Lauro de Freitas, também na Região Metropolitana de Salvador.
O vídeo gravado por testemunhas mostra o momento em que o investigado, vestindo apenas uma sunga preta, circula na área da piscina ao lado de moradores do residencial e policiais militares. A mãe de uma das vítimas relatou que o suspeito, pai de um morador do condomínio, teria tocado nas partes íntimas de uma criança de 7 anos e carregado outra no colo, gerando uma confusão que resultou na denúncia.
A mãe da vítima, orientada a identificar situações de abuso, destacou que a menina conseguiu se desvencilhar do suspeito com a ajuda de uma amiga e correu para o parquinho, onde revelou o ocorrido ao pai da colega. A situação foi registrada por câmeras de segurança, cujas imagens foram entregues à delegacia.
A reportagem não obteve acesso aos vídeos devido à negativa do síndico do condomínio, que teme expor outros moradores presentes no momento da confusão, incluindo crianças. O caso permanece sob investigação pelas autoridades competentes.


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